Chargeback: um indicador de deterioração de risco na rede de estabelecimentos

Fabio Palmeira

Chargeback: um indicador de deterioração de risco na rede de estabelecimentos

Para adquirentes e subadquirentes, o chargeback não deveria ser tratado apenas como uma ocorrência operacional.

Ele é um indicador de deterioração do perfil de risco da rede.

O chargeback é, em grande medida, um indicador defasado. Quando a contestação é formalizada, o evento que originou o risco pode ter ocorrido semanas antes.

Por isso, uma gestão de risco eficiente precisa acompanhar também indicadores antecedentes.

Entre os principais destaco:

Mais importante do que acompanhar cada indicador isoladamente é entender a correlação entre eles e a velocidade de deterioração.

Um estabelecimento com forte crescimento do volume transacionado, acompanhado por aumento de fraude, reembolsos e contestações, pode representar uma exposição muito maior do que aquela demonstrada pelo índice de chargeback naquele momento.

Para gestão de risco, a questão deixa de ser apenas:

“Qual é o nosso índice de chargeback?”

e passa a ser:

“Onde estão surgindo novas concentrações de risco na rede de estabelecimentos e com que antecedência conseguimos identificá-las e agir antes que se convertam em perdas?”

Essa visão permite atuar preventivamente em decisões de limites, antecipações, reservas, liquidação, credenciamento e continuidade da relação comercial.

Chargeback é um indicador de resultado. A gestão de risco começa antes dele.